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A pequena Alma e o Sol  escrito em domingo 04 abril 2010 10:35

A pequena Alma e o Sol


Era uma vez, em tempo nenhum, um Pequena Alma que disse a Deus:
- Eu sei quem sou!
E Deus disse: - Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou: - Eu sou Luz!! E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus. - Tu és Luz! A Pequena Alma ficou muito contente,porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.
- Uauu, isto é mesmo bom! - disse Pequena Alma.
Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse:
- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?
E Deus disse: - Quer dizer que queres ser Quem já És?
- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma.
- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.
- Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.
- Há só uma coisa...O quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.
- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. 'Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz - eis a questão'.
- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada.Deus sorriu novamente.- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.
- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus
.- Eu vou ter medo do escuro?-choramingou a Pequena Alma.
- Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.
- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo se logo melhor.Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exatamente o oposto.- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus - quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a vozpara amaldiçoar a escuridão. 'Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão.Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!'
- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.
- Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que 'especial' não quer dizer 'melhor'! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
- Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando.-Posso ser tão especial quanto quiser!
- Sim, e podes começar agora mesmo -disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma
- Que parte de especial é que queres ser?- Que parte de especial?- repetiu a Pequena Alma. - Não estou a perceber.
- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial? A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.
- Conheço imensas maneiras de ser especial!- exclamou a Pequena Alma - É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.
- Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.
- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo.- Quero ser a parte de especial chamada 'perdão'. Não é ser especialalguém que perdoa?
- Ah, sim, isso é muito especial,assegurou Deus à Pequena Alma.
- Está bem. É isso que eu quero ser.Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma.
- Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus. A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.
- O que é? - suspirou a Pequena Alma.- Não há ninguém a quem perdoar.
- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta. Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer. Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar.Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto,que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
- Então, perdoar quem? - perguntou Deus.
- Bem, isto não vai ter piada nenhuma!- resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste. Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.
- Vais? a Pequena Alma animou-se.-Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
- Podes?- Claro!- disse a Alma Amiga alegremente.
- Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
- Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma.- Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
- É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo. A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes.Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas.Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e oFeminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.- E assim - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a 'má' desta vez.Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.
- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.
- Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.
- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: - Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma.- O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas!
Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos. E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
- O que é que posso fazer por ti? -perguntou novamente a Pequena Alma.
- No momento em que eu te atacar e atingir, - respondeu a Alma Amiga- no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...
- Sim?- interrompeu a Pequena Alma - Sim? A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei-de esquecer! - gritou a Pequena Alma - Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
- Que bom, - disse a Alma Amiga -porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.
- Não vamos, não!- prometeu outra vez a Pequena Alma.
- Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.E assim o acordo foi feito.
E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.
E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.
E, em todos os momentos dessa nova vida,sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.
Lembra-te sempre, - Deus aqui tinha sorrido - não te enviei senão anjos.

Neale Donald Walsch

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Amor...quebrando mitos  escrito em domingo 28 março 2010 13:09

Blog de desvendando-nos :Desvendando-nos, Amor...quebrando mitos
“- Quero falar de um outro tipo de amor – insistiu. – Aquele que um homem e uma mulher compartilham e onde também se manifestam milagres. Segurei as mãos dele. Ele podia conhecer os grandes mistérios da Deusa – mas de amor sabia tanto quanto eu. Apesar de ter viajado tanto. E$ tinha que pagar um preço: a iniciativa. Porque a mulher paga o preço mais alto: a entrega. Ficámos de mãos dadas por um longo tempo. Eu lia nos olhos dele os medos ancestrais que o verdadeiro amor coloca como provas a serem vencidas (...). Eu lia nos olhos dele as milhares de vezes que tinha imaginado este momento, os cenários que tinha construido em nosso redor, o cabelo que eu deveria estar a usar e a cor da minha roupa. Eu queria dizer “sim”, que ele seria bem-vindo, que o meu coração tinha vencido a batalha. Eu queria dizer o quanto o amava, o quanto o desejava naquele momento. Mas continuei em silêncio. Assisti como se fosse um sonho, à sua luta interior. Vi que tinha diante dele o meu “não”, o medo de me perder, as palavras duras que ouviu em momentos semelhantes da sua vida – porque todos nós passamos por isso, e acumulamos cicatrizes. Os seus olhos começaram a brilhar. Sabia que ele estava a vencer todas aquelas barreiras. Então soltei uma das mãos, peguei num copo e coloquei-o na borda da mesa. - Vai cair – disse ele. - Exacto. Quero que tu o derrubes. - Partir um copo? Sim, partir um copo. Um gesto aparentemente simples, mas que envolvia pavores que nunca chegaremos a perceber. O que há de errado em partir um copo barato – quando todos nós ja o fizemos, sem querer, pelo menos uma vez na vida? - Partir um copo? Repetiu ele. – Porquê? - Posso dar algumas explicações – respondi. – Mas, na verdade, é apenas por partir. - Por ti? - Claro que não. Ele olhava para o copo de vidro na borda da mesa – preocupado com que caisse. “É um ritual de passagem, como tu mesmo dizes”, tive vontade de dizer. “É proibido. Copos não se partem de propósito. Quando entramos em restaurantes ou nas nossas casas, temos cuidado para que os copos não fiquem na borda das coisas. O nosso universo exige que tomemos cuidado para que os copos não caiam no chão.” No entanto, continuei a pensar, quando os partimos sem querer, vemos que não foi tão grave assim. O empregado diz “não tem importância” e nunca na minha vida vi os copos partidos serem incluidos na conta de um restaurante.. Partir copos faz parte da vida e não causamos dnos a nós próprios, ao restaurante, ou ao próximo. Eu dei um empurrão à mesa. O copo balançou mas não caiu. - Cuidado! – disse ele, instintivamente. - Parte o copo – insisti eu. Parte o copo, pensava comigo mesma, porque é um gesto simbólico. Procura entender que eu parti dentro de mim coisas muito mais importantes que um copo e estou feliz por isso. Olha para a tua própria luta interior e parte esse copo. Porque, os nossos pais ensinaram-nos a ter cuidado com os copos e com os corpos. Ensinaram-nos que as paixões de infância são impossíveis, que não devemos afastar os homens do sacerdócio, que as pessoas não fazem milagres e que ninguém vai em viagem sem saber para onde vai. Parte esse copo, por favor – e liberta-nos de todos esses malditos conceitos, essa mania que se tem de explicar tudo e só fazer aquilo que os outros aprovam. Parte esse copo – pedi mais uma vez. Ele fixou os seus olhos nos meus. Depois, devagar, deslizou a sua mão pelo tampo da mesa, até tocá-lo. Num movimento rápido, empurrou-o para o chão. (..) - Não tem importância – gritou o rapaz que atendia às mesas. Mas ele não ouviu. Tinha-se levantado, agarrara-me os cabelos e beijava-me. (...) Naquele minuto de beijo estavam anos de busca, de desilusões, de sonhos impossíveis.” In Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei, Paulo Coelho
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Porque é nosso direito divino Viver um grande Amor!  escrito em sexta 26 fevereiro 2010 14:14

"Segundo a Lei da Atração, você atrai para si a essência daquilo que ocupa prodominantemente seus pensamentos. Por isso pensar intensamente nas coisas que deseja, sua experiência de vida refletirá essas coisas."

Teoria das Almas Gêmeas

     Emmanuel no livro O Consolador / Chico Xavier, relata o seguinte:

     "No sagrado mistério da vida, cada coração possui no infinito a alma gêmea da sua, companheira divina para a viagem à gloriosa imortalidade.

     Criadas umas para as outras, as almas gêmeas se buscam, sempre que separadas. A união perene é-lhes a aspiração suprema e indefinível. Milhares de seres, se transviados no crime ou na inconsciência, experimentam a separação das almas que os sustentam, como a provação mais ríspida e dolorosa, e, no drama das existências mais obscuras, vemos sempre a atração eterna das almas que se amam mais intimamente, evolvendo umas para as outras, num turbilhão de ansiedades angustiosas, atração que é superior a todas as expressões convencionais da vida terrestre. Quando se encontram, no acervo dos trabalhos humanos, sentem-se de posse da felicidade real para os seus corações a de ventura de sua união, pela qual não trocariam todos os impérios do mundo, e a única amargura que lhes empana a alegria é a perspectiva de uma nova separação pela morte, perspectiva essa essa que a luz da Nova Revelação veio dissipar, descerrando para todos os espíritos, amantes do bem e da verdade, os horizontes eternos da vida.

     A ligação das almas gêmeas repousa, para o nosso conhecimento relativo, nos desígnios divinos, insondáveis na sua sagrada origem, constituindo a fonte vital do interesse das criaturas para as edificações da vida.

     Separadas ou unidas, nas experiências do mundo, as almas irmãs caminham, ansiosas, pela união e pela harmonia suprema, até que se integram, no plano espiritual, onde se reúnem para sempre na mais sublime expressão de amor divino, finalidade profunda de todas as cogitações do ser, no dédalo do destino.

 

    

 

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Eles também amam...  escrito em sexta 26 fevereiro 2010 10:47

Blog de desvendando-nos :Desvendando-nos, Eles também amam...

Um terrível terremoto assolou o território haitiano; chuvas torrenciais inundaram terras brasileiras; furacões destruíram cidades de América Central; bombas ensanguentaram o solo árabe; armas de fogo liquidaram vidas inocentes na favela; avalanches soterraram aldeias russas...

E quem estava lá para ver tudo isso de perto? Eu estava em meu sofá, com minha família por perto, com alguns problemas finaceiros para resolver, acompanhei tudo pela televisão, e nada senti, talvez um incômodo instintivo ao ver o sofrimento alheio, na verdade as notícias ruins do mundo já se tornaram rotina. Toda vez que chego do trabalho, cansada, engulo o jantar ouvindo qualquer coisa do gênero. Algo deve estar errado! A minha falta de espanto, a minha indiferença frente ao mundo deve estar errada...Será que era somente comigo? Será que sou um ser insensível? Ataques suícidas no Afeganistão tiraram a vida de dezenas de pessoas ontem e eu aceitei. Que mediocridade a minha, neste momento o peso do mundo está sobre minhas costas, meu egoísmo converteu-se em heresia.

Perguntei a uma vizinha semana passada se ela havia se inscrito em algum grupo de ajuda ao Haiti, ou se havia mobilizado o bairro para enviar donativos para os desabrigados da enchente. Ela me respondeu: 'Menina, tenho tantas coisas para fazer esse mês, um finaciamneto no banco está tirando o meu sono!' Percebi que nesse momento o peso do mundo não era mais tão pesado, eu o dividia com mais herégeis da minha vizinhança. Perguntei ao padeiro o que ele achou do sequestro de uma Italiana por terroristas, ele 'sorriu' e disse: 'Ah essa gente se mete em lugar perigoso, dá nisso'. O peso do mundo estava ficando mais leve, minha indiferença era algo normal. Normal? Mesmo pensando desse modo e tentando ir pra casa mais tranquila, algo estava acontecendo comigo.

Foi então que naquela madrugada chuvosa de fevereiro, tão escondida em meu edredom, como imigrantes clandestinos em suas pocilgas, comecei a pensar nos fatos que se repetiam na televisão. Não! Não os analisei como um todo, e sim como uma parte, uma fatia de mim que estava em cada ser humano que sentia dor. Pensei: 'Eles também amam', e isso doeu em mim. A sequestrada italiana deve ter um homem que a ama, e nas noites frias deve chamar por ela, seu coração deve estar doendo; quantas senhoras de quarenta anos devem ter falecido em atentados terroristas no Oriente Médio, deixando filhas adolescentes repletas de dúvidas sobre a vida, seus coraçõeszinhos dever ter ficado repletos de amargura. Quantas datas de casamentoforam adiadas pela fúria do terremoto no Haiti que separou para sempre as metades de tantas laranjas. Talvez um filho ia pedir perdão ao pai e não deu tempo; talvez uma garota apaixonada ia revelar seu amor ao melhor amigo e não deu tempo; talvez um senhor de 65 anos ia ligar para a sua amada na Irlanda do Norte, dizendo que nunca a tinha esquecido, mas era tarde demais, ela fora mais uma vítima dos atentados contra protestantes no Ulster.

Aquelas situações, que pareciam somente mais uma lista de vidas interrompidas, começaram a remoer em mim as dores do mundo. As pessoas não são um número, elas são uma história, elas são um mosaico de sentimentos, elas sentem saudades, sentem paixão, ficam gripadas! Os Hutus e tutsis morrem de fome em suas guerras civis, mas também alegram-se ao ouvir 'papai' pela primeira vez, de seus caçulas na lingua tribal. Não! Não morreu só mais um numa mina na Etiópia. Morreu alguém que deixará saudades, que causará um vazio enorme a uma família. Foi assassinado um pedaço de nós na miséria da Somália, sim, alguém que dividia conosco não só o mesmo número de cromossomos, mas também uma infinidade de expectartivas, uma infinidade de sonhos ( mais ou menos oprimidos  que os nossos!) e uma infinita esperança em ser feliz. Aquelas costelas saltadas no meio da savana nos indica que um ser humano morrera de fome, fome. FOME! Alguém sabe o que é isso? Nem o amor que o pobre sentia por sua namorada fora mais forte que a falta de nutrientes em suas células.

Quando esse pensamento assolou minha mente senti repugna pelo chocolate quente que me aquecia naquela noite de insônia. O peso do mundo voltara a meus ombros. Não quero apontar o dedo a seu coração e faze-lo sair por aí tenatando salvar o mundo. Não. Os acontecimentos globais são gigantescos frente a nossa ínfima vontade de segurar as placas tectônicas para evitar aquele terremoto. Quero somente dividir com você a descoberta de que somos todos iguais : indiferente do grau de melanina em nossa pele, os furacões não escolhem a religião do território  para devastar, as guerras partem da mão de católicos, protestantes, muçulmanos. Não podemos voltar no tempo e salvar as vidas que seforam, tampouco medir força com a fúria da natureza, mas podemos começar a agir diferente com as pessoas. E a única salvação para todos os erros cometidos pelos seres humanos é o respeito. O respeito pelos sentimentos de cada um, o respeito ao livre arbítrio de cada ser que habita esse planeta, o que nos salvaria desse caos seria olhar para o lado e sentir que somos um pouco dos famintos da Serra Leoa, dos Curdos perseguidos no norte da Espanha, somos seres humanos, somos amor, somos esperança, somos Vida.

Pâmella Karina Santana Frühauf

 

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O início da Nova Era  escrito em quinta 25 fevereiro 2010 22:03

Blog de desvendando-nos :Desvendando-nos, O início da Nova Era

Venho compartilhar com todos a sintonia que nos é oferecida com a Idade de Ouro.
É de suma importância a elevação de nossa consciência sendo esse um dos passos básicos da ascensão e evolução espiritual, passo simples mas que nescessitam de esforços e perseveranças continuas para assim termos cada vez mais a oportunidade de nos sintonizarmos com a presente Idade de Ouro e caminharmos cada vez mais para união de nossas conciências com a conciência Divina.

A conciência é o resultado das variadas frequências vibratórias oriundas de atividades como observação, reflexão, pensamento, sentimento e faculdades mentais sobre as quais a emanação de vida matém focalizada a sua atenção.

Elevai sempre a sua conciência mantendo sempre a vigilia.
"Orai e Vigiai" Mestre Jesus

"A Grande Alegria Cósmica vivenciada pelos seres não ascensionados cuja conciência se tenha ligado com a Conciência Cósmica - o filho pródigo retorna ao lar - não pode ser descrita em palavras. Assim como é impossível para compreensão humana o entusiasmo que se estabelece no céu assim que o seu intelecto externo se uni com a Conciência Divina no Reino Celeste."

Repito, como todos possuo guias espirituais sendo eles meus própios mestres que me instruem e me inspiram para mostrar a Luz a todos.

Nesse momento é extremamente nescessário abrirmos nosso coração para ouvir a palavra do outro. Fiquei extremamente chocado em saber que o Daniel foi banido desta comunidade. Sinto dizer que atos como esse demonstram a ignorancia em pleno ambiente de conhecimento Divino.

A expressão Mestre Ascencionado significa com o coração a perfeição do ser pelo amor, e deveria ser lida e compreendida com extrema felicidade por todos, mas infelizmente são raros os de coração ascensos e puros de maldade. É nescessário rever se o julgamento e a aplicação do egoísmo interno em relação ao outro são realmente os instrumentos que nos levam a sentir a Verdade.

Suplico pelo amor do Reino Celestial que abram os seus corações.

Luz a Todos

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